EX MAJOR DA POLICIA MILITAR DO ESTADO DE MS CONHECIDO COMO "ESCOBAR BRASILEIRO" QUE FORJOU SUA PROPRIA MORTE, SERÁ JULGADO NA BELGICA POR SUPOSTA PRATICA DE TRAFICO INTERNACIONAL DE DROGAS
Sérgio Roberto de Carvalho, conhecido como "Escobar Brasileiro", ex major da policia militar de mato grosso do sul é acusado de liderar uma rede internacional que teria enviado pelo menos 67 toneladas de cocaína para a Europa; julgamento reúne 31 réus.

Por Everaldo Rocha dos Santos

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EX-MAJOR DA POLÍCIA MILITAR DE MS VOLTA AO BANCO DOS RÉUS NA BÉLGICA
Sergio conhecido como Escobar Brasileiro, é um dos julgamentos de maior repercussão envolvendo o tráfico internacional de drogas voltou a movimentar os tribunais da Bélgica. O ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), Sérgio Roberto de Carvalho, voltou a ser julgado nesta segunda-feira (7), em Ghent, na Bélgica.
O brasileiro é acusado pelas autoridades de estar à frente de uma estrutura internacional de tráfico de drogas que teria enviado pelo menos 67 toneladas de cocaína para a Europa entre 2017 e 2020.
O processo reúne 31 réus e foi programado para durar, inicialmente, pelo menos quatro semanas. As audiências acontecem nos dias úteis, das 10h às 17h30, mas o calendário poderá ser ampliado dependendo do andamento do julgamento.
67 toneladas de cocaína no centro da acusação
O principal número do processo impressiona: 67 toneladas de cocaína.
Segundo as investigações, essa seria a quantidade de droga que a organização investigada teria conseguido enviar para a Europa durante o período analisado.
O volume é apontado pelos investigadores como um dos maiores já registrados na chamada Rota do Atlântico, utilizada para o transporte internacional de grandes carregamentos de cocaína com destino ao continente europeu.
A acusação sustenta que Sérgio Roberto de Carvalho ocupava uma posição central dentro da estrutura investigada.
Apesar das acusações, o ex-major nega participação no esquema. A responsabilidade criminal ainda será analisada pela Justiça, e ele permanece protegido pelo princípio da presunção de inocência.
Uma trajetória que chamou a atenção das autoridades
A história envolvendo o ex-major ganhou repercussão internacional por causa da trajetória atribuída a ele pelas investigações.
Depois de deixar a carreira na Polícia Militar, Carvalho passou a ser procurado em investigações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.
As autoridades também investigaram o uso de identidades falsas e uma série de movimentações que teriam permitido ao brasileiro permanecer durante períodos fora do alcance das forças de segurança.
Em determinado momento, ele chegou inclusive a ser considerado morto sob uma identidade falsa.
A situação ajudou a transformar o caso em uma investigação de grande interesse para autoridades brasileiras e europeias.
Julgamento acontece sob forte esquema de segurança
O processo ocorre no complexo judicial de Ghent sob um esquema especial de segurança.
Os acusados são mantidos separados dos policiais durante as audiências por meio de uma estrutura semelhante a uma caixa de vidro.
A medida, porém, provocou questionamentos por parte das defesas.
Em uma decisão divulgada em maio, o Tribunal de Primeira Instância da Flandres Ocidental determinou que as medidas de segurança não poderiam prejudicar o direito dos acusados de se comunicarem de maneira reservada com seus advogados.
O tribunal também determinou que os réus tivessem condições de fazer anotações e entregá-las aos seus defensores durante o julgamento.
Defesa contesta medidas de segurança
A discussão sobre a estrutura utilizada no tribunal mostra que, além das acusações relacionadas ao tráfico internacional, o próprio funcionamento do julgamento também está sendo acompanhado de perto pelas defesas.
Os advogados dos acusados defendem que as medidas de segurança não podem impedir uma comunicação adequada entre réus e defensores.
A Justiça belga, por sua vez, determinou que os mecanismos de proteção sejam compatíveis com os direitos da defesa.
O que pode acontecer nas próximas semanas?
Com quatro semanas de audiências inicialmente previstas, o julgamento deve analisar uma grande quantidade de informações relacionadas à suposta rede internacional.
Entre os pontos que podem ser discutidos estão a origem dos carregamentos, a logística utilizada para o transporte da cocaína, os possíveis integrantes da organização e o papel atribuído a cada um dos acusados.
A dimensão do processo também chama atenção pelo número de réus: 31 pessoas estão sendo julgadas no mesmo caso.
O resultado poderá representar um importante capítulo nas investigações europeias sobre grandes operações internacionais de tráfico de cocaína.
Ex-major nega envolvimento
Apesar da força das acusações apresentadas pelas autoridades, é importante destacar que Sérgio Roberto de Carvalho nega participação no esquema.
O julgamento deverá justamente avaliar as provas apresentadas pela acusação e os argumentos apresentados pela defesa.
Até que exista uma decisão definitiva, o ex-major não pode ser tratado como culpado.
UM CASO QUE ATRAVESSOU FRONTEIRAS
O julgamento na Bélgica coloca novamente no centro das atenções a trajetória de um ex-integrante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul acusado de envolvimento em uma operação internacional de proporções gigantescas.
De um lado, a acusação fala em 67 toneladas de cocaína e uma rede com atuação internacional. Do outro, a defesa contesta o envolvimento de Carvalho.
Agora, caberá à Justiça belga analisar as provas e determinar qual foi, de fato, a participação de cada um dos acusados.
O julgamento segue nas próximas semanas e poderá trazer novos detalhes sobre uma investigação que atravessou continentes e colocou um ex-major da PM de Mato Grosso do Sul no centro de um dos mais importantes processos de tráfico internacional em curso na Bélgica.
(Reportagem em mídia fornecido pela TV Record, junto ao domingo espetacular - Retirado do Youtube.)



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